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O homem é a matéria do meu canto,
qualquer que seja a cor do que ele sente.
E não importa o motivo do seu pranto,
é um homem, meu irmão, e estou doente

de sua dor, e é o meu o seu espanto
do mundo e desta hora incongruentes.
Na trincheira do Verbo me levanto
contra o que contra o homem se intente.

O homem é o objeto e o objetivo
de quanto sei cantar, e o canto é tudo
que pode me explicar porque estou vivo.

Às vezes sou ateu, noutras sou crente,
em outras sou rebelde, em algumas mudo:
― sou homem, e canto o homem no presente.


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VIRIATO (SANTOS) GASPAR – Nasceu em São Luís (MA), em 07/03/1952. Jornalista desde 1970, reside em Brasília desde agosto de 1978. Funcionário aposentado do Poder Judiciário. Participação em mais de uma dúzia de antologias poéticas no Maranhão e em Brasília. Vencedor de muitos prêmios literários tanto em sua terra natal quanto no Distrito Federal. Bibliografia: Manhã Portátil ― poesia, Gráfica SIOGE, Plano Editorial “Gonçalves Dias”, São Luís-MA, 1984; Onipresença ― poesia (versão incompleta), Gráfica SIOGE, Plano Editorial “Maranhão Sobrinho”, São Luís-MA, 1986; A Lâmina do Grito ― poesia, Gráfica SIOGE, Plano Editorial da Secretaria de Cultura do Estado em convênio com o SIOGE, São Luís-MA, 1988, e Sáfara Safra ― poesia, Plano Editorial da Secretaria de Cultura do Estado em convênio com o SIOGE, São Luís-MA, 1996. Tem, inéditos, dois livros de poemas, um de contos e um Livro de Salmos em linguagem moderna.
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