NÉON



Luz descerrada e crua
Que não rodeia as coisas
Mas as desventra
De fora para dentro

Espaço de uma insônia sem refúgio
Tudo é como um interior violado
Como um quarto saqueado
Luz de máquina e fantasma


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# Poema constante de Geografia (Editorial Caminho, 2004)


│Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen
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