URGENTEMENTE





É urgente o amor
É urgente um barco no mar


É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.


É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.


Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.





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# Poema constante de AS PALAVRAS INTERDITAS-ATÉ AMANHÃ (Assírio e Alvim, 2012)
* Postado originalmente na página Quem lê Sophia de Mello Breyner Andresen - clique (AQUI)

│Autor: Eugénio de Andrade│
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